Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, classificou a votação dos sócios sobre a venda de 90% da SAF para o empresário Marcos Lamacchia como a etapa mais importante do processo. Em entrevista ao Lance! nesta sexta-feira (23), durante a assembleia na Sede Náutica da Lagoa, o dirigente ressaltou que a decisão dos associados encerra a fase interna do clube, mas não representa a conclusão definitiva do negócio.
Além da transferência das ações, os sócios votam uma mudança no Estatuto Social para reduzir de 20% para 10% a participação mínima do clube associativo na SAF. A proposta já recebeu aprovação do Conselho Deliberativo, em 6 de outubro, e depende da manifestação dos associados para avançar.
Belaciano destacou que a operação ainda precisa atender às solicitações de órgãos externos, entre eles a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), ligada à CBF, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo ele, o Vasco pretende cumprir todas as exigências legais e societárias antes de formalizar a venda, com transparência e diálogo.
A negociação envolve também a análise de possíveis conflitos de interesse, já que Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A conclusão do negócio, portanto, depende não apenas do aval dos sócios, mas também do cumprimento das condições exigidas pelas instâncias responsáveis pela fiscalização.
O presidente da Assembleia Geral relacionou a votação ao processo de reconstrução institucional conduzido por Pedrinho, após o período de disputas com a antiga investidora 777 Partners e os desafios financeiros enfrentados pelo clube. Belaciano afirmou esperar que a conclusão da operação permita ao Vasco deixar para trás as crises administrativas e concentrar esforços em resultados esportivos e conquistas.
