O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avaliou, na manhã desta quinta-feira (15/10), um recurso da Procuradoria que buscava ampliar a punição aplicada ao atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro. A Corte, por maioria de votos, rejeitou o pedido, mantendo o jogador livre de suspensão e apto para atuar.
A controvérsia teve origem em um lance envolvendo o atleta celeste e o zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético, durante a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, realizada no dia 25 de agosto de 2026. Na ocasião, em disputa aérea no início do clássico, Kaio Jorge deslocou o adversário. O lance não resultou em cartão amarelo e o VAR não recomendou a revisão.
O defensor do Atlético caiu de mau jeito sobre o pescoço e precisou ser retirado do Mineirão de ambulância para exames em um hospital, onde nenhuma lesão foi constatada. Posteriormente, a Procuradoria denunciou o camisa 19 com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Histórico de julgamentos
Em 31 de agosto de 2026, a 5ª Comissão Disciplinar do STJD havia determinado a pena de um jogo de suspensão, convertida em advertência. A resolução gerou insatisfação tanto na Procuradoria quanto na defesa do Atlético, que pleiteava uma punição mais severa com partidas de suspensão para o jogador da equipe celeste.
O primeiro julgamento ocorreu no intervalo entre os dois confrontos da fase eliminatória do torneio nacional. O jogo de ida terminou empatado em 1 a 1, enquanto o duelo de volta registrou o triunfo do Atlético por 2 a 1, resultado que garantiu a classificação alvinegra para a semifinal.
Argumentação jurídica
Durante a sessão do Pleno, a defesa do Cruzeiro foi representada pelo advogado Michel Assef Filho, que sustentou que a repercussão do caso ocorreu em decorrência da queda sofrida por Tressoldi, e não por uma conduta antidesportiva de Kaio Jorge, classificando a jogada como um lance comum de partida. O clube também destacou que a Comissão de Arbitragem da CBF ratificou a atuação correta da equipe de arbitragem no lance. Por sua vez, o Atlético contou com a defesa do advogado Marcelo Mendes.


