A Seleção Brasileira de halterofilismo teve um desempenho extraordinário no Open das Américas, realizado na Cidade do México. Em um único dia de competições, a delegação nacional conquistou oito medalhas, somando três ouros, duas pratas e três bronzes, além de quebrar recordes continentais com atletas do Rio de Janeiro.
Com o resultado, o Brasil atingiu a marca de 23 medalhas no total do campeonato, acumulando 10 ouros, 7 pratas e 6 bronzes. O país lidera de forma isolada o quadro geral, seguido pela Colômbia, que soma sete conquistas. A competição faz parte do calendário oficial do World Para Powerlifting (WPPO) e distribui pontos importantes para o ranking classificatório rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Na categoria até 86kg feminina, Tayana Medeiros confirmou as expectativas ao faturar a medalha de ouro. A campeã paralímpica de Paris 2024 ergueu 151kg e estabeleceu um novo recorde das Américas, assumindo a liderança do ranking para LA28. Na mesma disputa, Valéria dos Santos garantiu a terceira colocação e o bronze com a marca de 112kg.
Entre os homens com mais de 107kg, Gustavo Amaral de Souza brilhou ao quebrar o recorde continental duas vezes na mesma prova, alcançando 255kg em sua última tentativa e conquistando o ouro. Mateus de Assis completou o pódio com a medalha de bronze ao levantar 221kg em sua estreia na categoria.
O domínio brasileiro seguiu na disputa feminina acima de 86kg. Edilândia Araújo levou o ouro com 142kg, assegurando vaga no top 5 do ranking global, enquanto Alane Dantas ficou com a prata ao erguer 122kg.
Na categoria masculina até 107kg, Jean Henrique Rufino conquistou a prata após levantar 226kg, marca que representou o novo recorde brasileiro e seu recorde pessoal. O país ainda celebrou o bronze do estreante internacional Washington Bispo, que levantou 212kg na categoria até 97kg.


