O San Lorenzo enfrenta uma profunda crise financeira que pode resultar em um pedido de recuperação judicial. A intenção da diretoria é reorganizar um passivo estimado em cerca de US$ 67 milhões, o que equivale a R$ 360 milhões.
Entre os principais credores está o atacante Franco Di Santo, com passagem pelo Atlético. O atleta deixou o clube argentino no final de 2021 apontando o não pagamento de salários e de outras obrigações previstas em contrato. A cobrança judicial conduzida pela defesa do jogador pode atingir a cifra de US$ 10 milhões, aproximadamente R$ 52 milhões, valor pleiteado no processo e que ainda não representa uma condenação definitiva.
Discussões sobre a saída e divisão interna
O litígio também aborda a forma como ocorreu a desvinculação e a posterior transferência do atleta para o Göztepe, da Turquia. Enquanto a diretoria do San Lorenzo argumenta que o jogador assinou com a equipe turca antes da formalização da rescisão contratual, o processo segue em andamento.
A possibilidade de solicitar a recuperação judicial surgiu logo após o presidente Marcelo Culotta expor um diagnóstico financeiro detalhado sobre o passivo do clube. A medida divide opiniões internamente: uma ala enxerga o recurso como indispensável para renegociar o passivo, ao passo que outra aponta potenciais riscos institucionais e financeiros.
Outras frentes de dívidas
Além da cobrança movida por Franco Di Santo, o clube argentino acumula demandas com outros atletas, a exemplo de Santiago Vergini e Ignacio Piatti, sendo que este último já obteve um desfecho favorável na Justiça após anos de tramitação.
O passivo também engloba obrigações com a ARCA, órgão tributário da Argentina, além de repasses devidos a empresas que anteciparam receitas e antigos dirigentes detentores de contratos de mútuo, como Marcelo Moretti, Néstor Navarro e Marcelo Tinelli.
Passagem pelo futebol brasileiro
Franco Di Santo vestiu a camisa do Atlético em 2019, acumulando 33 partidas disputadas e sete gols marcados. O vínculo foi encerrado de maneira antecipada e amigável em junho de 2020, em meio ao contexto da pandemia de Covid-19, período em que a diretoria buscava cortar despesas e o jogador não fazia parte dos planos do técnico Jorge Sampaoli.


