O presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, enviou uma carta aos torcedores no sábado (26) para se posicionar após a repercussão de notícias veiculadas na sexta-feira (25). A imprensa, por meio do veículo The Athletic, divulgou informações extraoficiais indicando que o clube inglês teria sido considerado culpado em 115 das 116 acusações feitas pela Premier League.
Em sua mensagem, o dirigente relatou que precisou lidar com diversos questionamentos de familiares e conhecidos sobre o tema. No entanto, ele enfatizou que a apuração e o julgamento ainda exigem tempo e que a convicção da diretoria na inocência institucional permanece inalterada desde o início das contestações.
Sigilo legal e cautela
O mandatário explicou que existem vários pontos que gostaria de detalhar publicamente para fundamentar a segurança jurídica da equipe, mas ressaltou que as regras de sigilo absoluto do processo impedem maiores divulgações no momento atual. Segundo o dirigente, até mesmo a carta enviada passou por rigorosas análises jurídicas antes de ser publicada.
Khaldoon Al Mubarak criticou a rapidez com que julgamentos precipitados foram feitos externamente e destacou que a instituição já superou adversidades complexas no passado, reforçando que não abrirá espaço para tentativas de enfraquecer o clube.
Próximos compromissos esportivos
Na mesma carta, o presidente mencionou a agenda da equipe após a pausa dedicada às seleções. Entre os desafios citados estão o confronto fora de casa contra o Liverpool, em Anfield, agendado para duas semanas depois, e o duelo diante do Paris Saint-Germain, no Etihad Stadium, válido pela Liga dos Campeões.
Entenda o caso
As investigações englobam supostas infrações às regras financeiras da Premier League ocorridas entre as temporadas de 2009/10 e 2022/23. As audiências perante uma comissão independente de três membros começaram em 16 de setembro de 2024, em Londres, estendendo-se por cerca de 12 semanas até a fase de argumentos finais em 6 de dezembro de 2024.
Caso as mais de 100 irregularidades sejam oficialmente confirmadas, o clube poderá enfrentar sanções severas, que variam desde restrições em janelas de transferências e perda de pontos até a exclusão da liga nacional ou a retirada de títulos conquistados no intervalo avaliado.
