A despedida de Lionel Messi da Seleção Argentina, marcada para esta terça-feira (6) contra o Benim no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, reacende inevitavelmente o debate histórico que acompanha o craque há duas décadas: afinal, quem foi maior pela Albiceleste, Messi ou Maradona?
Diego Maradona vestiu a camisa da Seleção Argentina em 91 partidas oficiais, balançando as redes 34 vezes e disputando quatro edições de Copas do Mundo (1982, 1986, 1990 e 1994). Seu grande momento ocorreu no México, em 1986, quando conduziu o país ao bicampeonato mundial. Nas quartas de final daquele torneio, diante da Inglaterra, Maradona protagonizou o memorável duelo marcado pela 'Mão de Deus' e pelo 'Gol do Século', partidas que ganharam contornos de revanche simbólica após a Guerra das Malvinas.
Em sua trajetória por clubes, o ídolo passou por Argentinos Juniors, Boca Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilla e Newell's Old Boys, além de construir uma forte conexão política e social com o povo argentino por meio de sua personalidade vibrante e irreverente.
Por sua vez, Lionel Messi acumulou marcas superlativas com a Albiceleste. Ao longo de 207 jogos disputados antes da despedida — chegando a 208 confrontos —, o camisa 10 estabeleceu-se como o maior artilheiro da história da seleção, com 125 gols, além de liderar amplamente o ranking de assistências. Messi também ostenta a marca inédita de seis participações em Copas do Mundo.
Após anos de pressões, vices dolorosos entre 2014 e 2016 e idas e vindas na equipe nacional, o craque conquistou a Copa América em 2021 e ergueu a Copa do Mundo em 2022 no Catar, coroando sua carreira com o título que faltava. Em Copas, soma passagens marcantes, dezenas de gols e premiações de melhor jogador, encerrando sua jornada na seleção após o ciclo de 2026.
A comparação entre os dois ícones resume-se a diferentes critérios de avaliação. Enquanto Messi leva vantagem incontestável em termos de longevidade, recordes numéricos, assistências, artilharia e conquistas expressivas, Maradona mantém um peso emocional, cultural e simbólico único para a identidade da torcida argentina, moldado pela mística de 1986 e por sua forte presença fora dos gramados. A dúvida, portanto, permanece viva na memória do futebol mundial.


