O ex-presidente Júlio Casares entrou com uma ação judicial contra o São Paulo para solicitar documentos financeiros, a realização de uma perícia e o reconhecimento da regularidade das contas aprovadas durante sua gestão, entre 2021 e 2024.
Na ação, Casares nega ter cometido irregularidades e afirma que os questionamentos contra sua administração foram utilizados em uma disputa política interna do clube. O ex-dirigente também pede que a Justiça reconheça a inexistência de gestão temerária e sua isenção de responsabilidade financeira.
O caso envolve, entre outros pontos, saques em dinheiro que chegaram a cerca de R$ 11 milhões durante o período analisado. Aproximadamente R$ 7 milhões foram considerados sem documentação suficiente para comprovar origem, finalidade e destino. Casares sustenta que os valores foram utilizados para o pagamento de premiações e despesas relacionadas ao futebol.
Outro ponto envolve o uso do cartão corporativo do clube. Foram apontados gastos de aproximadamente R$ 1 milhão durante o mandato. Casares afirma que os procedimentos seguiram as regras internas e que houve prestação de contas e reembolsos.
Na ação e em manifestações anteriores, Casares afirma ter sido vítima de perseguição política e contesta a forma como o processo disciplinar foi conduzido pelo São Paulo. A defesa sustenta que o ex-presidente teve o direito de defesa prejudicado e que documentos importantes não foram disponibilizados.
O São Paulo, por sua vez, sustenta que documentos relacionados ao processo foram enviados à defesa de Casares. O relator da Comissão de Ética, Luiz Braga, afirmou que os materiais foram encaminhados ao e-mail cadastrado do ex-presidente e posteriormente reenviados ao advogado.
Casares foi expulso do quadro associativo do São Paulo em 10 de setembro, após votação do Conselho Deliberativo. Foram 224 votos favoráveis, dois contrários e cinco abstenções. A decisão teve como base acusações de gestão temerária.
Agora, com a nova ação judicial, o ex-presidente busca questionar as acusações e obter documentos e uma perícia para sustentar sua versão sobre a gestão no clube.


