O início do trabalho de Xavi à frente da seleção da Holanda repercutiu na imprensa europeia. O jornal espanhol AS classificou o desempenho inicial do treinador como um "milagre" após os primeiros quatro compromissos da equipe na Liga das Nações, período em que somou duas vitórias e dois empates.
Desde a chegada de Xavi, os holandeses superaram a Sérvia em duas oportunidades, além de registrarem igualdades contra Alemanha e Grécia. Com oito pontos somados, a equipe divide a liderança de seu grupo na competição com os gregos.
A publicação espanhola apontou que o comandante trouxe uma estabilidade que não era vista durante a gestão de Ronald Koeman. Embora não figurasse como a primeira ou segunda alternativa para assumir o cargo, o técnico conseguiu aproximar a torcida graças aos resultados obtidos de imediato.
O periódico destacou avanços táticos importantes, como a intensidade na pressão alta e a objetividade ao atacar espaços. Como exemplo, o jornal citou uma troca de 30 passes durante quase um minuto e meio em duelo contra a Sérvia, envolvendo todos os jogadores de linha.
Apesar da fase positiva, o cenário ainda apresenta obstáculos. A Holanda sofreu gols em todas as partidas sob a direção de Xavi, acumulando uma sequência de 12 jogos consecutivos sendo vazada. Além disso, o treinador precisou contornar desfalques importantes de Frenkie de Jong, Cody Gakpo, Brian Brobbey, Jan Paul van Hecke e Donyell Malen na última Data Fifa.
O veículo também pontuou que o plantel carece de uma grande estrela de projeção mundial no momento, visto que nenhum atleta do país apareceu entre os indicados à Bola de Ouro de 2026.
A imprensa holandesa mantém certas reservas, avaliando trechos de partidas — como o primeiro tempo diante da Sérvia — abaixo do ideal. Contudo, veículos locais como a NOS Sport ponderam que o comandante promoveu progressos perceptíveis, alterando positivamente o clima ao redor da seleção.
