O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser o centro de uma representação oficial perante a Comissão de Ética da entidade máxima do futebol. A acusação foi protocolada pela organização não governamental britânica FairSquare e divulgada inicialmente pelo periódico francês L’Équipe, sustentando que o dirigente teria cometido abuso de poder.
Acusações de quebra de neutralidade política
No total, a entidade britânica enumerou oito situações distintas para fundamentar o documento enviado ao comitê de ética. O foco principal da queixa reside na aproximação entre o mandatário da Fifa e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, o qual a ONG aponta como um indício de potencial descumprimento das diretrizes de imparcialidade política exigidas pelo cargo.
O caso Folarin Balogun na Copa do Mundo
Um dos episódios relatados no dossiê diz respeito ao atacante Folarin Balogun, atleta da seleção dos Estados Unidos. O jogador havia sido punido com cartão vermelho durante a fase de oitavas de final do torneio, contudo, a penalidade acabou revertida posteriormente.
De acordo com os argumentos apresentados pela FairSquare, a anulação da expulsão teria acontecido em decorrência de influência exercida por Donald Trump. Com a reversão da cartolina vermelha, o centroavante obteve condições legais de atuar no compromisso seguinte da equipe estadunidense, válido contra a Bélgica.


