A recente Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na última quinta-feira representou um revés para a influência de John Textor no Botafogo. Com a aprovação da emissão de dois milhões de novas ações, houve uma diluição do poder prático do empresário norte-americano na SAF alvinegra, motivando duras críticas publicadas por ele em sua conta na rede social X.
Críticas contundentes na internet
Em sua manifestação pública, o dirigente questionou a legalidade do processo e defendeu a integridade de sua gestão frente aos investimentos realizados no clube:
"Se o Estado de Direito importa no Brasil, esse roubo nunca acontecerá. Se o BFR social, ou os botafoguenses, algum dia esperarem ser respeitados novamente nos mercados de capitais, isso nunca acontecerá. Eu ainda sou o proprietário dos 90% de participação, pois todos os termos materiais do nosso acordo de investimento foram cumpridos… e nós entregamos o melhor ano do Botafogo em 120 anos, muito mais do que prometido. Espero que esse capítulo vergonhoso na história do nosso clube termine em breve, e que voltemos a perseguir títulos."
Contexto esportivo e financeiro
John Textor encontra-se atualmente afastado judicialmente da administração da SAF do Botafogo. Sob a sua tutela, a equipe alcançou importantes marcos esportivos, erguendo os troféus do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores de 2024.
Em contrapartida, o período também foi marcado pelo crescimento das obrigações financeiras da instituição. A crise econômica resultante desse cenário de endividamento culminou no distanciamento entre os atores do clube e o empresário. Atualmente, o montante total das dívidas acumuladas pelo Botafogo atinge a marca de R$ 3,5 milhões.


