O Fluminense adota uma postura firme em relação ao futuro do volante Martinelli e o considera inegociável no atual cenário do mercado. Contudo, a cúpula tricolor monitora os reflexos que uma eventual valorização do atleta vestindo a camisa da Seleção Brasileira pode gerar nas próximas janelas de transferências.
Com o objetivo de se precaver contra investidas de outras equipes, a diretoria realizou recentemente uma renovação contratual com o meio-campista. O novo vínculo colocou o jogador entre os patamares salariais mais elevados do atual plantel, antecipando-se inclusive à repercussão de sua primeira convocação para defender o Brasil.
Valor de mercado e propostas anteriores
Até o momento, o clube das Laranjeiras jamais recebeu ofertas superiores a 14 milhões de euros pelo atleta. A quantia é vista internamente como insuficiente diante da relevância esportiva do volante, que é titular absoluto e desfruta da confiança do técnico Marcão.
Apesar de enxergar como improvável a chegada de propostas vantajosas o suficiente no momento atual, a gestão reconhece as leis do mercado. Caso surja uma oferta considerada verdadeiramente fora dos padrões e irrecusável, a situação poderá ser reavaliada.
Fator direitos econômicos e planejamento
Um dos pontos centrais em uma possível negociação envolve a divisão dos percentuais federativos e econômicos. Atualmente, o Fluminense detém 50% dos direitos de Martinelli, enquanto o Grêmio Prudente possui 40%, ficando os 10% restantes sob responsabilidade dos agentes do próprio jogador.
Por conta dessa fatia dividida, a diretoria tricolor estipula que apenas uma proposta de valores muito elevados traria um retorno financeiro expressivo. Caso uma investida consistente seja oficializada, a cúpula do clube planeja buscar um acordo paralelo com o Grêmio Prudente para ampliar sua participação no montante da venda.
Por enquanto, trata-se de um panorama hipotético. A prioridade absoluta do Fluminense permanece sendo a permanência de Martinelli, utilizando o reajuste contratual firmado antes da Copa do Mundo como principal ferramenta de resguardo contra o apetite do mercado externo.


