O Corinthians divulgou seu balancete financeiro referente ao fechamento de julho e registrou um déficit acumulado de R$ 278,705 milhões nos sete primeiros meses de 2026. Apenas no mês de julho, o saldo negativo aumentou em R$ 32,6 milhões em comparação a junho, mês em que o clube contabilizava um resultado desfavorável de R$ 246,039 milhões.
O valor acumulado no período superou em três vezes a projeção estipulada no planejamento financeiro. A expectativa inicial era de um resultado negativo de R$ 77,862 milhões para os primeiros sete meses do ano.
De acordo com o clube, parte do aumento do déficit decorre de despesas não previstas inicialmente. Entre os desembolsos estão R$ 32,525 milhões referentes ao pagamento de premiações ao elenco pela campanha na Copa do Brasil de 2025, quitados ao longo deste ano.
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Outro impacto financeiro detalhado foi de R$ 6,076 milhões em impostos associados a operações de câmbio necessárias para a quitação da dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres. Além disso, o Corinthians computou R$ 16,307 milhões em despesas com contingências e revisão contábil.
A diretoria também apontou a dificuldade em cumprir a meta de negociação de atletas na janela de transferências do meio do ano. A expectativa era arrecadar 12,5 milhões de euros (R$ 75 milhões) até março, objetivo que não se concretizou.
Negociações envolvendo o volante André, o meia Breno Bidon e o atacante Gui Negão não foram finalizadas. Em entrevista coletiva concedida em 18 de setembro, Marcelo Paz comentou sobre a gestão dos ativos e a decisão da presidência de não concretizar a venda encaminhada de André, ponderando sobre os impactos no fluxo de caixa e a valorização futura dos jogadores.
