O América sofreu um transfer ban preventivo e parcial aplicado pela CBF com base nas regras do fair play financeiro. A medida, comunicada ao clube nesta quarta-feira (16), não impede novas contratações, mas faz com que cada negociação precise de autorização prévia da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).
Para conseguir o aval, o América terá de cumprir algumas condições. Entre elas, os valores gastos com taxas de transferência e comissões de intermediação não poderão superar o total líquido arrecadado pelo clube com a venda de jogadores no mesmo período.
Além disso, a folha destinada a atletas, técnico e membros da comissão técnica do futebol profissional masculino não poderá ultrapassar a média dos seis meses anteriores ao chamado “Evento de Insolvência”, sem aumento sobre esse valor durante a vigência da medida.
A punição ocorreu depois que o América apresentou, em 14 de agosto, um plano de pagamento aos credores à CNRD. De acordo com o regulamento da ANRESF, a iniciativa configura um “Evento de Insolvência” e determina a aplicação das medidas previstas no fair play financeiro.
Para resolver a situação, o clube terá de negociar um Acordo de Reestruturação com a ANRESF, apresentar projeções financeiras para dois exercícios e adotar medidas de saneamento e controle de gastos no futebol.
