O ex-meia Alex esteve recentemente na Toca da Raposa 1, em Belo Horizonte, para um momento de nostalgia e troca de experiências com jovens atletas e dirigentes da base do Cruzeiro. O ídolo celeste, que atualmente comanda a equipe do Athletic Club de São João del-Rei na Série B do Campeonato Brasileiro, foi recebido por nomes como Adilson Batista, diretor geral da base, e Joaquim Pinto, diretor esportivo.
Durante a visita ao centro de treinamento, o ex-camisa 10 conversou com os jovens jogadores e destacou a importância da identificação com o clube. Ele relembrou que grande parte do elenco responsável pela conquista da Tríplice Coroa em 2003 era formada por atletas lapidados nas próprias categorias de base da instituição.
Em entrevista à TV Cruzeiro, o ex-jogador ressaltou o carinho com que foi acolhido pela diretoria, pelo staff e pelos aspirantes ao profissional. Para o técnico, retornar ao local desperta memórias profundas de sua passagem marcante pela equipe mineira.
A trajetória de Alex com a camisa celeste começou em 2001 com passagens discretas, mas mudou radicalmente após seu retorno em 2002. O período culminou nos títulos do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro no ano seguinte.
O ídolo enfatizou que sua relação com o clube é marcada por um reconhecimento perene, visto que a instituição lhe deu uma segunda chance após um início conturbado. Com 122 partidas e 64 gols disputados entre 2001 e 2004, o ex-atleta destacou que conseguiu encerrar sua história em Belo Horizonte de maneira triunfal.
Ao recordar o ano de 2003, o treinador de 49 anos mencionou o peso de vencer a primeira edição do Campeonato Brasileiro disputada no formato de pontos corridos, encerrando um longo jejum nacional do clube até o posterior reconhecimento da Taça Brasil de 1966.
Alex também relembrou uma memória especial da campanha vitoriosa: a partida do título contra o Paysandu, realizada no Mineirão. Suspenso para o duelo, ele acompanhou o confronto de um camarote e conseguiu antecipar a entrada das famílias dos jogadores no gramado antes do apito final, vivenciando de perto a confirmação do título consagrada pelo gol de Mota, logo após o tento anotado por Zinho.
