A batalha jurídica em torno da utilização do Maracanã ganhou novos contornos. Diante da recusa da administração liderada por Flamengo e Fluminense, o Vasco decidiu acionar a Justiça para assegurar o direito de mandar no estádio o duelo contra o Boca Juniors, válido pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana.
Marcado para o dia 20 de outubro, o confronto levou a diretoria vascaína a buscar uma ordem judicial após o Consórcio Fla-Flu rejeitar o pedido formalizado pelo clube de São Januário.
A negativa do consórcio gestor fundamenta-se, primordialmente, na preocupação com o desgaste do gramado devido à intensa sequência de partidas programadas para o local. Em paralelo, há um desacordo sobre um pacto que asseguraria quatro aparições do Vasco por temporada no estádio.
Enquanto o lado cruz-maltino reivindica o cumprimento do entendimento, Flamengo e Fluminense argumentam que o termo foi assinado pelos clubes individualmente, e não pela atual gestão do Maracanã, desobrigando o consórcio de acatar a solicitação.
Com as alternativas limitadas, a opção por atuar em São Januário também enfrenta barreiras regulamentares. Uma fonte ligada à Conmebol pontuou que a liberação do estádio exigiria uma exceção incomum às normas da competição, cenário avaliado como improvável no momento atual.
A disputa judicial ganha relevância para o Fluminense, que divide a administração do Maracanã e possui compromissos cruciais no mês de outubro. O Tricolor tem agendado o embate contra o Palmeiras no dia 14, pela ida da semifinal da Libertadores, além de compromissos pelo Campeonato Brasileiro, reforçando a tese de preservação do campo.


