O Mineirão passará por uma mudança significativa em sua estrutura para atender a exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A partir de 2027, o tradicional piso totalmente natural do estádio será substituído por um modelo híbrido, combinando a grama natural com fibras artificiais.
A alteração atende a pedidos da entidade máxima do futebol com foco na padronização das sedes da Copa do Mundo Feminina, torneio que contará com 32 seleções e será realizado entre os dias 24 de junho e 25 de julho. Inaugurado em 1965, o Gigante da Pampulha manterá a espécie de grama bermuda celebration, mas receberá a costura de fibras de grama sintética em sua base.
Impacto para o Cruzeiro
Como o Cruzeiro é o principal usuário do estádio, havia o temor de que as obras pudessem prejudicar o calendário do clube celeste. No entanto, apurações indicam que a intervenção não deverá trazer transtornos para a equipe.
O cronograma estabelecido prevê que as obras comecem logo após o encerramento da temporada atual, cujo término do Campeonato Brasileiro está marcado para o dia 2 de dezembro. A Minas Arena, concessionária responsável pela administração do local, aproveitará o período entre o fim do campeonato e o início do estadual para realizar a manutenção anual combinada com a instalação das fibras sintéticas.
Com o Campeonato Mineiro com início previsto para meados de janeiro, o intervalo de tempo será suficiente para a conclusão do processo.
Vantagens do gramado híbrido
O sistema híbrido tem se tornado o padrão de excelência no futebol europeu — sendo utilizado em quase 100% dos estádios da Premier League, na Inglaterra — e ganha espaço na América do Sul.
Entre os principais benefícios estão o aumento da resistência ao desgaste, a recuperação mais rápida após as partidas, a redução na formação de buracos, maior uniformidade para o rolamento da bola e segurança ampliada para os atletas em mudanças bruscas de direção.
