Durante o período de paralisação para a Data Fifa, a comissão técnica do Real Madrid aproveitou os quase 21 dias sem partidas oficiais para reavaliar o desempenho do elenco. Além de lidar com os reflexos do revés sofrido diante do Atlético de Madrid no clássico, o técnico José Mourinho focou seus esforços em desenhar ajustes táticos que devolvam o protagonismo a Vini Jr. e fortaleçam o meio-campo merengue.
Embora o atacante brasileiro viva um momento de números modestos na temporada — somando um gol e três assistências em oito partidas —, a comissão técnica mantém total respaldo ao atleta. Com 652 minutos em campo, Vini Jr. é o quarto jogador mais utilizado pelo clube até o momento. No entanto, após uma atuação apagada no derby contra o Atlético de Madrid, onde contabilizou apenas 22 toques na bola e uma tentativa de drible, a necessidade de aliviar sua carga defensiva tornou-se evidente.
Para evitar que o camisa 7 precise se desdobrar constantemente na recomposição pelo lado esquerdo da defesa, Mourinho estuda modificações no posicionamento da equipe. Em defesa pública do atacante, o treinador português destacou o comprometimento do jogador: “Um jogador que se entrega totalmente em campo não é obrigado a dar mais do que isso”.
A estratégia para otimizar o rendimento ofensivo do brasileiro envolve mudanças na estrutura do setor intermediário. A ideia da comissão é consolidar o esquema 4-2-3-1, permitindo que Jude Bellingham atue centralizado na faixa de criação como camisa 10. O meia inglês tem respondido bem à função, acumulando três gols e duas assistências, sem a exigência de cobrir a lateral esquerda como em temporadas passadas.
Enquanto Federico Valverde segue absoluto na função de volante, tendo atuado ao lado de quatro companheiros diferentes nas primeiras oito partidas — Bernardo Silva, Camavinga, Trent Alexander-Arnold e Tchouaméni —, a prioridade do clube é definir a dupla de contenção ideal para blindar a defesa e dar liberdade total ao ataque.


