A oposta Tifanny Abreu voltou a se manifestar sobre o futuro no vôlei. Em publicação nas redes sociais, a atleta agradeceu o apoio recebido e afirmou que seguirá lutando pelo direito de continuar exercendo a profissão, em meio à disputa envolvendo sua participação nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
“Em novembro, carregarei comigo a coragem de resistir, a dignidade de existir e o amor por uma profissão que escolhi exercer com verdade, respeito e carinho”, escreveu. Em outro trecho, reforçou sua determinação: “Eu continuo aqui. Existindo, resistindo e acreditando”. A jogadora também pediu aos seguidores que marcassem políticos e representantes de movimentos sociais nos comentários, numa tentativa de ampliar a repercussão do caso.
A situação ganhou novos capítulos em outubro. No dia 16, Tifanny obteve uma liminar na Justiça comum que autorizou sua participação na Supercopa e na Superliga. Com a decisão, entrou em quadra na final da Supercopa contra o Praia Clube, marcou 15 pontos e ajudou o Osasco a vencer por 3 sets a 0. A oposta ainda recebeu o Troféu VivaVôlei, concedido à melhor jogadora da partida.
A autorização, porém, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 23 de outubro. Na mesma data, a Justiça Desportiva negou o mandado de garantia apresentado pela atleta. Com as decisões, Tifanny ficou impedida de atuar nas competições organizadas pela CBV. A defesa informou que pretende recorrer à Justiça comum, e o caso ainda aguarda uma definição.
Aos 41 anos, Tifanny defende o Osasco e busca permanecer em atividade até o fim da temporada 2026/27, quando planejava encerrar a carreira. A atleta foi a primeira mulher trans a conquistar a Superliga Feminina, título obtido com a equipe paulista em 2024/25.


