Impedida de disputar a Superliga Feminina de Vôlei 2026/27, Tifanny Abreu voltou a se manifestar sobre o caso nas redes sociais. Aos 41 anos, a oposta do Osasco publicou um novo desabafo nesta terça-feira (3/11), agradeceu às pessoas que permanecem ao seu lado e reafirmou que não pretende desistir da carreira no esporte.
Na publicação, Tifanny compartilhou uma reflexão da ponteira Gabi Guimarães, capitã da Seleção Brasileira, sobre a importância de contar com apoio durante momentos difíceis. A jogadora destacou que algumas batalhas revelam quem está disposto a permanecer ao lado de quem enfrenta as adversidades. Ela também citou o livro Em Busca de Mim, da atriz Viola Davis, e relacionou a mensagem à luta por dignidade, respeito e pelo direito de continuar ocupando espaços.
“Não sei quanto tempo essa batalha ainda vai durar, mas sei que minha existência não pode ser resumida às dificuldades que tentam me impor. Resistir também é viver. É permanecer. É acreditar que ainda existem caminhos possíveis, mesmo quando tentam fechar todas as portas”, escreveu a atleta.
A oposta está impedida de disputar a Superliga e outras competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) após a entidade implementar, em agosto, uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina. A norma restringe a participação a atletas do sexo biológico feminino.
Em 16 de outubro, Tifanny obteve uma liminar na Justiça comum que autorizou sua participação nas competições. Com isso, defendeu o Osasco na Supercopa Feminina, contra o Praia Clube, e na estreia da Superliga, diante do Brasília. No entanto, a autorização deixou de valer após decisões posteriores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e da Justiça comum, que mantiveram a restrição. A defesa da jogadora busca uma reconsideração, enquanto aguarda o julgamento definitivo do caso.


