Em entrevista recente ao Charla Podcast nesta quarta-feira (30), o técnico Artur Jorge abriu o jogo sobre a eliminação do Cruzeiro na Copa Libertadores. O comandante português analisou os confrontos diante do Flamengo pelas oitavas de final da competição continental e admitiu que adotaria uma postura tática diferente no compromisso disputado no Maracanã.
Análise da eliminatória e superioridade rival
O Cruzeiro acabou superado pelo placar agregado de 3 a 2, após empatar em casa por 1 a 1 e perder no Rio de Janeiro por 2 a 1, em partida realizada no dia 19 de agosto. Para o treinador, a equipe celeste demorou a entrar no ritmo ideal e sofreu com o domínio do adversário na etapa inicial do duelo fora de casa.
Artur Jorge pontuou que o Flamengo conta com um grupo mais encorpado e citou a entrada de jogadores como Pedro e Paquetá no segundo tempo do jogo em Belo Horizonte para ilustrar a profundidade do elenco carioca. Apesar disso, o técnico assumiu a responsabilidade pelo revés e destacou que o time celeste tinha condições de render mais.
“Nós, Cruzeiro, e eu, como líder, não fomos capazes de ser superiores ao Flamengo na Libertadores. Ponto final. Perdemos para o Flamengo de 3 a 2 (placar agregado). Empatamos em casa de 1 a 1 e perdemos fora de 2 a 1. Há uma proximidade de resultado que, talvez, até em termos do que foi o jogo no Rio, fomos mais dominados no primeiro tempo, mas faz parte estrategicamente do que apresentamos em campo”, afirmou.
Mudanças estratégicas e foco no Campeonato Brasileiro
Questionado se alteraria algo na eliminatória, o comandante confirmou que repensaria a estratégia adotada no Maracanã para tentar igualar o domínio territorial dos mandantes desde o início. Contudo, ele ressaltou que a frustração com as copas serviu de aprendizado e lembrou que, dias depois, o Cruzeiro venceu o próprio Flamengo atuando em seus domínios pelo Campeonato Brasileiro.
Situação na Copa do Brasil
Diferente do cenário na Libertadores, Artur Jorge afirmou que não mudaria nenhuma escolha no confronto eliminatório diante do Atlético-MG, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Segundo o treinador, o panorama da partida era favorável até a expulsão do zagueiro Lucas Villalba no segundo tempo, momento em que o Cruzeiro vencia o clássico mesmo sob um ambiente totalmente adverso.
