O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, relatou ter sido vítima de xenofobia durante a partida contra o Red Bull Bragantino, realizada na noite desta segunda-feira (12/10), no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.
No encerramento do primeiro tempo do confronto, o comandante português chamou atenção ao se envolver em uma discussão com um torcedor na arquibancada, próxima ao banco de reservas, e com um membro da comissão técnica adversária. As câmeras de transmissão flagraram o bate-boca. Na descida para os vestiários, o treinador ainda discutiu com Anderson Marques, auxiliar técnico do Massa Bruta, que teria reprovado a atitude do português em relação ao torcedor.
Em entrevista coletiva após o apito final, o técnico explicou o ocorrido e classificou os comentários recebidos como xenofóbicos. O profissional afirmou ter pedido respeito ao torcedor, destacando a presença de uma criança ao lado do indivíduo, e cobrou civilidade.
No Brasil, a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, tipifica e estabelece punições para crimes decorrentes de discriminação ou preconceito relacionados a raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
Aos 54 anos, Artur Jorge Torres Gomes Araújo Amorim é natural de Braga, em Portugal. Ex-zagueiro, iniciou sua trajetória na área técnica em 2009. No futebol português, além do clube de sua cidade natal, trabalhou em equipes como Famalicão, Tirsense e Limianos. No Brasil, comandou o Botafogo em 2024, teve passagem pelo Al-Rayyan, do Catar, e assumiu o comando do Cruzeiro na presente temporada.


