A rede Supermercados BH, pertencente a Pedro Lourenço, conhecido como Pedrinho e principal acionista da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Cruzeiro, projeta alcançar um faturamento bruto anual de R$ 34,6 bilhões. O crescimento ocorre após a incorporação das operações da DMA Distribuidora.
De acordo com projeções elaboradas pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), amparadas em dados do Ranking ABRAS 2026, a união das empresas amplia consideravelmente o escopo do negócio no varejo nacional. Oficialmente, no levantamento mais recente da Associação Brasileira de Supermercados relativo a 2025, a marca registrou R$ 25,7 bilhões, mantendo-se na quarta colocação geral do país, atrás de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus.
Impacto da aquisição e aprovação do Cade
Para viabilizar o acordo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avaliou a transação. Inicialmente, o projeto previa a absorção de 120 unidades da DMA, mas ajustes foram feitos após apontamentos sobre concorrência em seis cidades mineiras: Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Ouro Branco, Lagoa Santa, Sarzedo e Itajubá. Com a retirada de seis estabelecimentos do pacote — que continuaram sob o controle da DMA —, a operação final contemplou 114 lojas localizadas em 19 municípios de Minas Gerais.
A capital mineira concentra a maior parte das unidades adquiridas, somando 75 pontos comerciais. O restante divide-se por municípios como Contagem, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Santa Luzia, Betim, João Monlevade, Nova Lima, entre outros.
O que muda para o Cruzeiro
Embora a expansão consolide a robustez financeira do empresário e aproxime o grupo do terceiro colocado no ranking nacional de supermercados — o Grupo Mateus —, especialistas ressaltam que o aumento no faturamento do varejo não se traduz automaticamente em injeção imediata de recursos no clube celeste. Faturamento não equivale a lucro líquido ou disponibilidade financeira direta para a SAF.


