A Sportingbet, empresa que ocupa o patrocínio máster de Palmeiras e Vasco, marcou reuniões com as diretorias de ambas as equipes para discutir os impactos contratuais gerados por uma Medida Provisória recente. O texto governamental determina a proibição total de casas de apostas e cassinos on-line no Brasil.
Com a nova regra programada para entrar em vigor no dia 5 de outubro, as marcas das plataformas não poderão mais figurar nos uniformes dos times. O objetivo do encontro é alinhar caminhos e buscar alternativas satisfatórias para todas as partes envolvidas diante do novo cenário regulatório.
No clube paulista, a diretoria optou por manter uma postura prudente. A instituição decidiu não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento e pausou o diálogo com o governo durante o período eleitoral para prevenir atritos políticos.
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Apesar de manter uma boa relação com a Sportingbet e reiterar o cumprimento do vínculo atual, a gestão alviverde já observa o mercado e estuda tendências e possibilidades para preencher o espaço do patrocínio principal caso haja necessidade.
Do lado carioca, a entrada da Almirante Participações como controladora de 90% da SAF vascaína faz com que a diretoria não crie barreiras para uma possível rescisão. O presidente Pedrinho detalhou o impacto financeiro da situação em entrevista recente à Cazé TV.
"A saída da bet vai me afetar zero financeiramente. Porque no meu negócio, o investidor assume o fluxo de caixa. O que eu receberia da bet, vai cair para o fluxo de caixa e quem vai pagar é o investidor. Não é justo com o investidor, mas a instituição não sofre nada. E o dinheiro para esse investidor também não significa muito, pois é um investidor que tem um potencial financeiro muito grande", declarou o dirigente.
