O Santos recebeu novos bloqueios administrativos aplicados pela Fifa em decorrência de débitos rescisórios com o treinador Pedro Caixinha e profissionais de sua comissão técnica. Com as sanções recentes, o clube paulista acumula quatro penalidades ativas na entidade máxima do futebol mundial, totalizando montantes que chegam a aproximadamente R$ 15 milhões em dívidas.
As notificações começaram a ser emitidas pela entidade internacional quando o clube foi cobrado por pendências financeiras com o preparador de goleiros José Francisco Belman Gonzales. Na sequência, foram oficializadas as decisões relativas às ações movidas por Pedro Caixinha e pelos auxiliares José Prata e Pedro Malta.
A diretoria santista buscou parcelar os valores devidos após as demissões ocorridas em abril de 2025, alegando restrições orçamentárias. No entanto, os profissionais recusaram a proposta de parcelamento e optaram por recorrer à Fifa. O clube tentou reverter a situação na Corte Arbitral do Esporte (CAS), última instância da justiça desportiva internacional, mas o recurso foi rejeitado.
O maior volume financeiro refere-se ao técnico Pedro Caixinha, condenado a receber remunerações pendentes e valores de rescisão contratual, além de acréscimos legais de juros. Os auxiliares José Prata e Pedro Malta também possuem quantias específicas reconhecidas pela entidade, igualmente corrigidas por juros anuais desde o ano anterior.
Por conta do chamado transfer ban, a instituição fica impedida de inscrever novos atletas nas próximas três janelas de transferências. O bloqueio técnico só poderá ser suspenso de forma antecipada caso ocorra a liquidação integral dos valores devidos. O treinador esteve à frente da equipe principal em 16 partidas.
A situação nos tribunais da Fifa pode se intensificar nos próximos dias, com a expectativa de formalização de outra penalidade relacionada ao preparador físico Guilherme Gomes. O clube também aguarda desdobramentos no CAS sobre cobranças do Al-Markhiya, do Catar, e lida com processos movidos por León, do México, e Spartak Moscou, da Rússia, referentes a negociações anteriores de atletas.


