O Santos enfrenta um momento delicado em sua gestão financeira, acumulando dois meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem do elenco profissional. Até o momento, a diretoria alvinegra não estabeleceu um prazo para a regularização dos valores devidos aos atletas.
A instabilidade nas contas do clube aumentou após o congelamento do contrato com a Novibet, principal patrocinadora máster da camisa. A suspensão dos repasses ocorreu em decorrência de uma Medida Provisória que impôs restrições à publicidade de empresas de apostas no país. Desde então, a cúpula santista tenta preencher a lacuna comercial, realizando consultas com marcas como a Cimed, que informou não possuir orçamento disponível para assumir a cota principal ainda neste ano.
O vencimento da segunda parcela pendente dos direitos de imagem ocorreu em 21 de setembro. Conforme dados do balancete do primeiro semestre, o custo mensal dessa obrigação com o plantel supera R$ 15,1 milhões.
Para tentar amenizar o cenário, o clube negociou a venda de JP Chermont ao Sharjah FC por 2,5 milhões de dólares. Contudo, após repassar 10% do montante ao Coritiba, o Alvinegro Praiano reterá aproximadamente R$ 9,3 milhões, quantia insuficiente para cobrir sequer uma folha dessa modalidade.
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Além das pendências com o elenco, o orçamento sofreu impactos recentes com condenações judiciais que somam cerca de R$ 33 milhões, referentes aos processos movidos pelo técnico Pedro Caixinha e pelo zagueiro Joaquim. O cenário financeiro também reflete um déficit anterior de R$ 119,7 milhões e uma dívida total que ultrapassa R$ 1,2 bilhão, somados à perda de cerca de R$ 4,1 milhões decorrente da eliminação nas quartas de final da Copa Sul-Americana.


