Quinze anos após sua última aparição oficial nas pistas da categoria, Rubens Barrichello voltará a guiar um carro de Fórmula 1 durante o Grande Prêmio de São Paulo de 2026. O piloto participará de uma volta final com o Williams FW33 no domingo do evento, logo antes da largada principal em Interlagos.
O anúncio ocorreu nesta terça-feira (20), durante um evento promovido pela ALE Combustíveis, ocasião em que o ex-piloto compartilhou a emoção de realizar essa homenagem. Ele conduzirá o exato modelo utilizado em sua despedida da categoria em 2011, equipado com o motor Cosworth CA2010 2.4 V8 daquela temporada. Na época, a saída aconteceu sem uma cerimônia oficial de adeus com o público, pois Barrichello ainda planejava continuar competindo no ano seguinte.
“Foi o carro que guiei na última corrida, é como se fosse prolongar essa última corrida e me despedir daqueles momentos que a Fórmula 1 me deu”
A relação do ex-piloto com o Autódromo José Carlos Pace vai além da categoria máxima do automobilismo. Nascido e criado na região, ele construiu uma forte ligação com o local, onde também competiu na Stock Car e sagrou-se campeão da NASCAR Brasil.
“Quando eu morrer, quero que as minhas cinzas sejam depositadas para baixo do asfalto. É uma coisa muito especial”
Mesmo acumulando anos de experiência e lidando com a ansiedade, Barrichello destacou a singularidade de estar de volta ao cockpit de um Fórmula 1 em Interlagos.
Em entrevista exclusiva, Rubens Barrichello recordou as visitas que fez ao autódromo nos anos posteriores à sua aposentadoria, seja atuando como repórter ou na condição de espectador.
Em uma das ocasiões em que caminhava pelo grid, foi surpreendido pelo carinho dos torcedores ao ouvir coros chamando seu nome, uma reação que chegou a surpreender os pilotos em atividade naquele dia.
“O brasileiro se identifica muito e é um cara emocionado com as histórias.”
Em tom descontraído, o ex-piloto também relembrou uma ida recente ao autódromo acompanhado de seu filho, utilizando uma motocicleta para fugir do trânsito local.
“Foi a coisa mais engraçada do mundo. Vi um pouco e vazei”


