Após confirmar o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro com seis rodadas de antecedência, o América enfrenta um obstáculo interno significativo: dissipar o forte abatimento que se instalou em suas dependências.
Durante a apresentação oficial do técnico Moacir Júnior, realizada na manhã de sexta-feira (9/10), constatou-se um clima de forte seriedade entre dirigentes, funcionários e atletas. Desde a recepção até os setores voltados ao futebol, a atmosfera revelou-se contida e silenciosa.
O executivo de futebol Paulo Assis limitou-se a uma introdução protocolar do novo comandante, desejando-lhe sucesso antes de se retirar sem abrir espaço para questionamentos sobre o planejamento futuro da instituição.
Contratado inicialmente para conduzir a equipe nestas últimas seis partidas da competição, o técnico Moacir Júnior admitiu publicamente que resgatar o entusiasmo no local de trabalho é uma de suas principais missões, além de buscar melhorias no desempenho dentro de campo.
"Nós temos que nos ater a melhorar o campo, melhorar o vestiário, melhorar o ambiente, pois futebol sem alegria não existe", declarou o treinador, lamentando também a insatisfação da torcida com a campanha.
Durante a atividade prática observada pela imprensa após a coletiva, o silêncio entre os jogadores sobressaiu, sendo pontuado apenas pelas instruções repassadas pela comissão técnica.
O primeiro desafio do América sob a direção de Moacir Júnior acontece nesta segunda-feira (12), quando a equipe encara o Criciúma em solo catarinense, pela 33ª rodada da Série B. Enquanto o Coelho cumpre tabela após a queda, o adversário figura na quinta colocação com 53 pontos, lutando diretamente por uma vaga no G4.
