O craque Lionel Messi realiza sua despedida da seleção da Argentina nesta terça-feira (6), em partida amistosa contra o Benim no Estádio Monumental de Núñez. Campeão mundial em 2022, o eterno camisa 10 encerra sua trajetória na Albiceleste diante de sua torcida, deixando o desafio de encontrar um sucessor para o seu legado técnico.
Nos amistosos disputados após a Copa do Mundo, o técnico Lionel Scaloni utilizou Nico Paz na vaga de Messi. O meio-campista, revelado nas categorias de base do Real Madrid e atualmente no Como, destaca-se no Campeonato Italiano e larga inicialmente na frente na disputa pela posição.
Contudo, a briga pela sucessão envolve outros jovens talentos do futebol argentino. A comissão técnica também monitora de perto nomes como Thiago Almada, Franco Mastantuono e Tomás Aranda. Outro atleta lembrado é Claudio Echeverri, de 20 anos, que está emprestado ao Benfica, embora ainda busque maior afirmação no cenário internacional após acumular poucos minutos em campo pelo clube português.
Em entrevista recente ao site "Lance!", o jornalista argentino Diego Macías, do diário "Olé", avaliou que a prioridade da seleção nacional vai além de encontrar um substituto direto para Messi. Para o profissional, promessas como Almada e Mastantuono são peças importantes para o grupo, mas a principal necessidade da Albiceleste é estruturar um novo coletivo antes de buscar novas estrelas individuais.
Mesmo sem a presença de Messi, a Argentina preserva a base de líderes que conquistou o Mundial de 2022. Scaloni confirmou que o zagueiro Cuti Romero assume a faixa de capitão, tendo Dibu Martínez e Lautaro Martínez como alternativas para a função. O grupo ainda conta com jogadores experientes como Lisandro Martínez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Exequiel Palacios.
Em termos táticos, nas ausências recentes de Messi e De Paul, Scaloni testou variações que vão desde o tradicional esquema com quatro meio-campistas até formações com três homens no meio e um trio de ataque composto por Lautaro Martínez, Julián Álvarez e Prestianni, novidade neste início de ciclo visando a Copa do Mundo de 2030.


