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Quanto cada clube da Série A deixa de arrecadar sem os patrocínios de bets; confira

Levantamento detalha os valores recebidos por clubes da Série A com patrocínios de bets e o impacto financeiro diante da proibição das apostas.
Redação
da Rádio Fã FM, Belo Horizonte
26.09.2026
às
13:03
Divulgação

Os clubes de futebol brasileiros acumulam cerca de R$ 910 milhões em acordos comerciais com casas de apostas, conhecidas como bets. Entre os 20 participantes da Série A, 14 possuem patrocínios máster estampados em suas camisas vinculados a esse segmento, incluindo equipes como Atlético e Cruzeiro.

Dados divulgados pela Sports Value indicam que, no ano de 2025, os 20 principais times de maior receita do país receberam R$ 1,143 bilhão em patrocínios do setor. Os valores arrecadados variam consideravelmente entre as instituições. O Flamengo encabeça o ranking com uma quantia fixa anual de R$ 220 milhões, seguido pelo Corinthians com R$ 150 milhões e pelo Palmeiras com R$ 100 milhões.

Impacto financeiro nos clubes da Série A

Abaixo estão os valores anuais estimados de patrocínio das bets para os clubes mencionados no levantamento:

   • Flamengo - R$ 220 milhões

   • Corinthians - R$ 150 milhões

   • Palmeiras - R$ 100 milhões

   • São Paulo - R$ 90 milhões

   • Atlético - R$ 62 milhões

   • Fluminense - R$ 58 milhões

   • Botafogo - R$ 55 milhões

   • Vasco - R$ 50 milhões

   • Cruzeiro - R$ 50 milhões

   • Grêmio - R$ 43 milhões

   • Santos - R$ 35 milhões

   • Vitória - R$ 20 milhões

   • Remo - R$ 12 milhões

   • Chapecoense - R$ 10 milhões

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, à exceção de Flamengo, Corinthians e São Paulo, nenhuma outra agremiação teve receitas em 2025 onde o contrato com apostas representasse mais do que 8% do faturamento bruto. Os patrocínios menos expressivos proporcionalmente são os do Botafogo (3,8%) e do Remo (3,6%).

Consequências da Medida Provisória

A dependência financeira motivou protestos e manifestos por parte dos dirigentes contra a Medida Provisória que estabelece a proibição das bets no Brasil. Operadores do setor estimam que os jogos online respondem por até 80% do faturamento das empresas, cenário que ameaça a continuidade dos aportes financeiros no esporte.

As restrições também atingem as principais competições geridas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil contam com acordos de "naming rights" da Betano. No caso do Brasileirão, a estimativa de mercado para o contrato gira entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões anuais, enquanto os valores da Copa do Brasil não foram tornados públicos.

Com a publicação da MP, novas apostas e depósitos foram imediatamente vedados. Os portais de apostas têm permissão para funcionar até as 23h59 de 5 de outubro, prazo limite para que os usuários realizem o resgate de seus saldos remanescentes.

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