A relação institucional entre o Santos e o Cuiabá azedou nesta sexta-feira (16/10) após uma série de declarações cruzadas envolvendo os presidentes das duas equipes. O centro da disputa gira em torno de uma pendência financeira milionária relacionada à transferência do zagueiro Joaquim.
O atrito ganhou força quando o mandatário do clube mato-grossense, Cristiano Dresch, cobrou publicamente agremiações brasileiras que acumulam débitos com o Dourado. Em resposta concedida ao canal De Olho no Peixe, o presidente santista, Marcelo Teixeira, criticou a postura do dirigente adversário e questionou a situação esportiva da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro, classificando o colega como um representante “desqualificado” e “irresponsável”.
Por meio de uma nota oficial intitulada “Adjetivos não quitam dívidas”, a diretoria do Cuiabá rebateu as críticas e lembrou que o clube paulista foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) a pagar o montante de R$ 18.616.377,46 pela aquisição do zagueiro Joaquim.
O comunicado apontou uma inversão de valores na postura do dirigente santista, destacando que a cobrança pública de um crédito reconhecido por órgão competente não representa desrespeito entre coirmãos, mas sim a quitação de obrigações financeiras.
A nota do clube mato-grossense também pontuou que a divisão em que um time disputa não diminui a honra de sua administração, recordando que o próprio Santos disputou a Série B em 2024, ano inicial da atual gestão.
Além disso, o Cuiabá expôs o histórico recente de instabilidade econômica do clube paulista, mencionando que a equipe chegou a acumular sete punições de transfer ban na FIFA — incluindo débitos com o mecanismo de solidariedade para clubes formadores e valores devidos a comissões técnicas anteriores. A diretoria do Dourado ainda informou que quitou recentemente uma obrigação de R$ 5,5 milhões referente ao ex-treinador Petit e seus auxiliares.
Por fim, o clube mato-grossense declarou que o departamento jurídico avaliará as falas direcionadas a Cristiano Dresch e reforçou que aguarda do Santos a definição de uma data para o pagamento do débito pendente.


