O dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, se manifestou publicamente pela primeira vez sobre as recentes mudanças na base do Cruzeiro e negou que existam privilégios na forma como os jogadores são utilizados entre o time principal e as categorias de formação.
O dirigente aproveitou a oportunidade para responder às críticas feitas por Léo Moral, empresário do meia Rhuan Gabriel, do sub-20. Na semana passada, o agente havia solicitado que o clube autorizasse a venda do atleta ao Palmeiras, alegando falta de oportunidades ao jogador, motivada, segundo ele, por "esquemas" internos na Toca da Raposa. O Cruzeiro informou que vai adotar medidas judiciais contra o empresário.
"Se disse, nos últimos dias, que jogadores têm privilégio aqui. Quero deixar claro que a base tem que trabalhar integrada com o profissional. Se tratando da base, todos os jogadores têm a mesma importância que os que estão aqui (no profissional)", afirmou Pedro Lourenço.
Ele ainda comentou sobre a saída do treinador da base, esclarecendo os motivos por trás da decisão. "Conversaram muita coisa que não é verdadeira. O técnico saiu porque ele não estava fazendo as coisas como nós queremos que se faça no Cruzeiro, que é a integração dos jogadores com o mesmo planejamento do profissional", explicou.
Nos últimos meses, o Cruzeiro tem visto atletas formados nas categorias de base ganharem espaço no elenco principal. O caso mais evidente é o do goleiro Otávio, que se tornou titular após lesão de Cássio e chegou a ser convocado por Ancelotti para a seleção brasileira. Além dele, Felipe Morais e Kaique Kenji também vêm sendo aproveitados por Artur Jorge na equipe profissional.


