O Palmeiras segue exibindo a marca de sua patrocinadora máster, a Sportingbet, nas plataformas oficiais e uniformes. A manutenção ocorre em meio à nova Medida Provisória editada pelo governo federal, que impõe restrições severas à publicidade de casas de apostas online no futebol nacional. O regramento passa a valer na próxima terça-feira (6).
Diferente de outros concorrentes do cenário nacional, o clube alviverde manteve a exposição da marca em trechos de treinamentos e publicações digitais. Contudo, a partir da vigência da norma, a equipe fica proibida de estampar o patrocínio no confronto diante do Bahia, marcado para o dia 8 de outubro, no Nubank Parque, válido pelo Campeonato Brasileiro.
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Diretoria e representantes da empresa realizaram reuniões recentes para alinhar os próximos capítulos do vínculo. A prioridade de ambas as partes é costurar um acordo nos bastidores para afastar o risco de rescisão, embora a suspensão contratual siga como uma hipótese em aberto devido à impossibilidade de ativação comercial da marca.
Antonio Forjaz, executivo responsável pela operação da Sportingbet na América Latina, pontuou que a ausência de exposição nos uniformes e nos privilégios de patrocinador oficial da Conmebol Libertadores esvazia as contrapartidas do acordo. Ainda assim, o dirigente destacou o compromisso com o mercado brasileiro e a intenção de colaborar com os órgãos reguladores.
No âmbito associativo, a cúpula palmeirense participou de debates virtuais mediados pela Federação Paulista de Futebol para mensurar os reflexos financeiros da medida no planejamento orçamentário. Ficou definido que o clube não acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, preferindo manter alinhamento direto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), fortalecendo os laços institucionais entre a presidente Leila Pereira e o mandatário da entidade, Samir Xaud.
O contrato com a casa de apostas corresponde a pouco menos de 10% das receitas totais da instituição. Na temporada passada, o acordo garantiu uma quantia fixa de R$ 100 milhões, além de R$ 20 milhões em bonificações por metas atingidas, patamar inferior ao de rivais cujos acordos com o setor chegam a representar até 15% do faturamento anual.
O clube fechou o exercício anterior com uma receita operacional bruta recorde de R$ 1,78 bilhão, impulsionada por negociações de atletas e pela campanha no Mundial de Clubes da Fifa. Enquanto aguarda os desdobramentos jurídicos e comerciais da nova regulamentação, a gestão alviverde já monitora eventuais alternativas no mercado para o setor principal da camisa.


