Após a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Santos, na última quarta-feira (26/8), em duelo pela Copa do Brasil, o técnico Abel Ferreira utilizou a entrevista coletiva para rebater questionamentos sobre as variações táticas que adota na equipe.
O treinador foi indagado sobre a decisão de escalar apenas dois zagueiros no confronto, em vez do esquema com três defensores frequentemente utilizado em outros compromissos. Em sua defesa, Abel argumentou que a escolha de um sistema é fluida e depende da dinâmica específica de cada partida.
Escolhas táticas
Para ilustrar sua visão sobre a versatilidade tática, o comandante português citou exemplos como o Chelsea e o Atlético, pontuando que o desenho inicial no papel não dita obrigatoriamente a postura da equipe em campo. “O sistema é estático, mas o jogo é dinâmico. Vocês sabem como joga o Atlético, que não perde há não sei quantos jogos? O sistema dá o que quiseres”, afirmou.
Abel comparou o debate tático com a relação entre pacientes e médicos, sugerindo que o conhecimento técnico sobre o futebol deve ser preservado para quem exerce a profissão. Segundo ele, o modelo de três zagueiros, por exemplo, é uma ferramenta que lhe agrada pela versatilidade, permitindo maior segurança na retaguarda enquanto libera sete jogadores para as ações ofensivas.
Foco no equilíbrio
O treinador reforçou que sua análise de jogo transcende a posse de bola. Ele destacou a importância do equilíbrio em todas as fases, incluindo os momentos defensivos, contra-ataques e a eficácia nas bolas paradas, onde a formação com três defensores oferece maior poderio aéreo.
Ao concluir o tema, Abel garantiu que suas decisões visam exclusivamente o bem do Palmeiras. “Eu faço tudo aquilo que sinto que é o melhor para o Palmeiras”, declarou.
Identificação
Durante a coletiva, o português aproveitou para reafirmar seu compromisso e afeto pelo clube paulista. Abel destacou a sintonia com a presidente Leila Pereira, o diretor de futebol Anderson Barros e o elenco, ressaltando que valoriza a liberdade e o reconhecimento que recebe em seu trabalho.
O treinador foi enfático ao afirmar que não almeja outro destino, mesmo comparando a estrutura e o ambiente do Palmeiras com gigantes do futebol europeu. “Não vou encontrar em lado nenhum, nem no Barcelona, nem no Real Madrid, nem no City, a realização profissional que encontrei aqui”, assegurou.
