O Mineirão, estádio onde o Cruzeiro manda suas partidas, acertou a comercialização dos direitos de nomenclatura de mais um de seus setores nas arquibancadas. O local conhecido como Laranja, situado atrás do gol norte, passará a se chamar Sesc Senac, com anúncio oficial previsto para breve.
As tratativas entre a Minas Arena — concessionária responsável pela administração do Gigante da Pampulha — e a Fecomércio MG duraram algumas semanas até o desfecho positivo. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais atua na defesa dos interesses empresariais desses segmentos no estado, tendo o Sesc e o Senac como seus braços voltados para a área social. “O Mineirão é um dos principais estádios do Brasil, palco de jogos, decisões esportivas, shows e outras atrações culturais. O impacto dessas ações movimenta diretamente o comércio de bens, serviços e turismo, aumentando a visibilidade de Sesc e Senac e projetando o nome de Minas”, explicou o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato.
A venda de espaços publicitários nos setores do estádio teve outros episódios no segundo semestre de 2025. Na ocasião, a Minas Arena negociou os naming rights do Roxo Inferior e do Vermelho, que foram rebatizados como Tribuna APVS e Sicoob, respectivamente.
O Serviço Social do Comércio e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial integram o Sistema S, consistindo em entidades privadas sem fins lucrativos. Ambas possuem raízes históricas ligadas ao comércio de bens, serviços e turismo, embora atuem com finalidades distintas.
Enquanto o Sesc concentra seus esforços na promoção do bem-estar e da qualidade de vida de trabalhadores do comércio e de seus familiares, além de atender o público geral, o Senac direciona suas atividades para a educação profissional e capacitação para o mercado de trabalho nesses mesmos ramos.
As instituições são mantidas majoritariamente por meio de contribuições compulsórias estipuladas em lei e recolhidas por empresas dos setores representados. Apesar de prestarem serviços de relevância social e estarem sujeitas a normas de fiscalização e prestação de contas, não se tratam de órgãos públicos.


