O duelo à parte entre Cruzeiro e Atlético, dentro e fora de campo, tem mais um mini capítulo. Segundo dados do Departamento de Matemática da UFMG, a Raposa tem menos riscos de cair para a segunda divisão do que o Galo, que vive melhor momento.
O caso dois dois clubes é interessante de acompanhar, porém, já que começaram o campeonato justamente entre os ameaçados e romperam totalmente com esse cenário ao longo da temporada.
O time azul hoje tem chance zero de cair, enquanto o Alvinegro ainda tem probabilidades matemáticas de queda, míseros 0,047%. Resumidamente, os dois time do Estado na Série A seguirão na elite em 2027.
Paz veio com luta
Um começo assustador de Galo e Raposa, logo nas primeiras rodadas, deixou os dois times no "top 5" do risco de queda.
Com a segunda pior campanha da competição até então, o Cruzeiro tinha apenas três pontos e uma probabilidade de rebaixamento de 44,5%, a terceira maior entre todos os clubes da Série A, em um momento que levou a diretoria a demitir o técnico Tite.
O Atlético, mesmo fora da zona de rebaixamento, tinha risco de 32,1%, o quarto maior da lista, refletindo a irregularidade da equipe. Poucos dias antes, o Cruzeiro havia até liderado esse ranking negativo: como lanterna da competição, com apenas dois pontos, a Raposa tinha 42,4% de risco de queda, superada só pelo Internacional, que também somava dois pontos e aparecia com 44,4%, enquanto o Atlético, então na 13ª posição com cinco pontos, tinha 26,4% de probabilidade de disputar a Série B no ano seguinte.

A reação. A partir daí, os números começaram a oscilar com os resultados de cada clássico. Depois de uma goleada sofrida para o Flamengo, o risco do Atlético subiu para 27,6%, enquanto o Cruzeiro, embalado por uma sequência de vitórias, viu seu risco cair para 16,2%.
Pouco depois, foi a vez do Galo se recuperar: após vencer o clássico contra o Cruzeiro no Mineirão, o risco de queda do Atlético recuou de 27,6% para 18,8%, e a UFMG chegou a apontar, na sequência, uma chance remota de 0,57% de o próprio Atlético brigar pelo título, sinal de como o modelo já enxergava outro nível de força na equipe.
Rumo à tranquilidade.
Na metade do returno, os dois clubes já apareciam de mãos dadas na parte de cima da tabela, com risco baixo: Atlético e Cruzeiro terminaram o primeiro turno empatados em pontos, com o risco de queda do Cruzeiro em 10,6% e o do Atlético em 9,6%. Pela 20ª rodada, o afastamento da zona de perigo já era ainda mais evidente.

O levantamento da UFMG colocava o Cruzeiro com 7,5% de risco e o Atlético com apenas 3,4%, num momento em que times como Internacional, Grêmio, Santos e Remo já figuravam com percentuais acima de 40%. De lá para cá, a trajetória só se consolidou: com Cruzeiro brigando pela parte de cima da tabela (perto do G-6 e de vaga direta na Libertadores) e Atlético também instalado no pelotão de cima, na casa dos 36 a 40 pontos após a 26ª/27ª rodada, o risco matemático de queda para os dois clubes mineiros está hoje próximo de zero, um contraste e tanto com o início dramático da temporada.
Confira nos quadros quem deve estar na Série B no ano que vem.


