O Manchester City protocolou oficialmente um recurso para contestar a decisão da comissão independente que o considerou culpado em 114 das 115 acusações de violação das regras financeiras da Premier League. A defesa do clube entregou a apelação na noite de quinta-feira (1º), argumentando que o veredito apresenta falhas materiais de direito, princípio e fato.
Em nota oficial, o clube inglês reafirmou inocência e declarou possuir um conjunto abrangente de provas para refutar as conclusões do painel. A investigação conduzida pela Premier League teve início após apuração iniciada em fevereiro de 2023, examinando o período entre as temporadas 2009/10 e 2017/18.
A comissão apontou que a instituição utilizou contratos fictícios com parceiros comerciais para inflar receitas de forma artificial, totalizando mais de 830 milhões de libras em financiamento oculto. Segundo a liga, a manobra buscava cumprir as normativas financeiras da competição e da Uefa.
No recurso, a equipe planeja argumentar que parte dos acordos de patrocínio teve financiamento do governo de Abu Dhabi, e não dos proprietários do Manchester City, tese que havia sido rejeitada pelo painel anterior durante as audiências ocorridas entre setembro e dezembro de 2024.
O processo de apelação será julgado em caráter privado por uma nova comissão independente, composta por três profissionais com formação jurídica. Conforme as normas da competição, a audiência deve ser finalizada em até 12 semanas, com a sentença divulgada em até 30 dias após o término da sessão.
Enquanto o caso tramita na nova instância, a Federação Inglesa de Futebol (FA) informou que acompanha os desdobramentos de perto, avaliando as implicações do veredito para a integridade do esporte e a possibilidade de adotar medidas adicionais.
