O Internacional enfrenta uma semana decisiva e marcada por forte instabilidade em sua campanha no Campeonato Brasileiro. A permanência de profissionais da comissão técnica e da diretoria, incluindo o técnico Paulo Pezzolano, passou a ser discutida internamente enquanto o grupo se prepara para o próximo compromisso contra a Chapecoense.
A crise no clube gaúcho se intensificou após a derrota por 3 a 2 para o Santos no Estádio Beira-Rio, resultado que manteve a equipe na zona de rebaixamento, ocupando a 18ª colocação com 25 pontos somados. O revés gerou protestos de torcedores organizados, que compareceram ao estádio tanto durante a partida quanto no dia seguinte para exigir a saída do presidente Alessandro Barcellos.
Bastidores e cobranças internas
Apesar da pressão exercida por membros do Conselho de Gestão — que questionam o trabalho do diretor executivo de futebol Fabinho Soldado e do próprio treinador —, Fabinho Soldado garantiu a continuidade de Paulo Pezzolano no cargo.
Enquanto deliberações ocorrem nos bastidores do Beira-Rio, o plantel tem reapresentação marcada para terça-feira (8), quando iniciarão os treinamentos com foco na Chapecoense. O confronto, válido pela 27ª rodada da competição, acontecerá no sábado (12), às 17h (horário de Brasília), na Arena Condá.
Probabilidade de queda ultrapassa 70%
Os números do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atualizados na segunda-feira (7) após o encerramento da 26ª rodada, colocam o Colorado entre os principais ameaçados de descenso. O clube atingiu a marca de 73,1% de risco de queda para a Série B.
No levantamento estatístico, apenas a Chapecoense e o Remo apresentam probabilidades de rebaixamento superiores às do Internacional na tabela da Série A.


