O Governo do Estado de Minas Gerais anunciou nesta terça-feira (29/9) um pacote de auxílio financeiro no valor total de R$ 32 milhões destinado aos principais clubes de futebol locais.
A medida ocorre após a publicação de uma Medida Provisória pelo Governo Federal na última sexta-feira (25/9), que proíbe a operação de casas de apostas online no país e ameaça os contratos de patrocínio máster das equipes.
O anúncio foi formalizado durante uma reunião na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), situada no bairro Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O encontro contou com a presença do governador Mateus Simões, além de dirigentes das equipes beneficiadas.
Distribuição dos recursos
De acordo com o governo estadual, o repasse financeiro será imediato. Do montante total, Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada um, enquanto o América contará com uma verba de R$ 2 milhões.
Além disso, a gestão estadual informou que conduzirá negociações com o Athletic, de São João del-Rei, atualmente na Série B do Campeonato Brasileiro, e com o Uberlândia, que disputará a Série C nacional em 2027.
Como contrapartida, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vão colaborar com o financiamento e exibirão suas marcas nos uniformes das equipes, em espaços definidos em conjunto, sem ocupar a cota de patrocínio máster.
Impacto das restrições às apostas
Participaram da reunião o governador Mateus Simões, Renato Salvador (representando o Atlético), Pedro Lourenço (SAF do Cruzeiro) e Marcus Salum (América). Durante o pronunciamento, o chefe do executivo estadual destacou que a iniciativa busca garantir estabilidade financeira ao esporte mineiro diante das perdas decorrentes da nova legislação federal sobre as bets.
Atualmente, o cenário de patrocínios envolve marcas como H2Bet no Atlético; Betnacional no Cruzeiro e no Athletic; Betbra no América; e Bet Aki no Uberlândia. A proibição anunciada pelo governo federal gerou forte mobilização entre clubes e federações nas semanas anteriores devido aos reflexos econômicos esperados.
