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Fux defende proibição das bets e quer levar discussão ao plenário do STF

Ministro afirma ter convicção contrária às apostas, mas diz que decisão caberá ao colegiado
Redação
da Rádio Fã FM, Belo Horizonte
03.11.2026
às
14:48
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta terça-feira (3) ter a percepção de que as casas de apostas on-line, conhecidas como bets, devem ser banidas do Brasil. Relator de ações que questionam a medida provisória do governo federal sobre o tema, ele afirmou que pretende levar novos elementos para análise dos demais integrantes da Corte.

A manifestação ocorreu durante audiência pública convocada para discutir os impactos da MP 1.394/2026, que proibiu a exploração das apostas de quota fixa no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor. Fux ressaltou, porém, que sua posição não representa uma decisão definitiva: o julgamento depende do entendimento dos outros ministros do STF.

Agência Brasil+2

Durante a abertura da audiência, Fux também rebateu críticas sobre a escolha dos participantes e negou ter privilegiado representantes favoráveis à continuidade das apostas. O ministro lembrou que, em 2024, o STF já havia realizado dois dias de debates sobre os prejuízos sociais e psicológicos provocados pelas bets. Segundo ele, a ludopatia — transtorno relacionado ao vício em jogos — representa um problema de saúde pública e econômica.

O magistrado explicou que a nova audiência foi convocada para reunir informações sobre questões surgidas após a edição da medida provisória, entre elas a expansão do mercado ilegal e os possíveis impactos econômicos e jurídicos da proibição. Representantes de clubes, como Flamengo, Fluminense, Cruzeiro e Corinthians, além de entidades do setor e integrantes do governo, participam das discussões.

Fux também indicou que o tema será levado ao plenário do Supremo. O julgamento anterior sobre a criminalização dos jogos de azar foi interrompido em agosto, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O relator afirmou que considerou positivo o adiamento, pois não gostaria de decidir a questão durante o período eleitoral. Agora, a Corte deverá avaliar os argumentos apresentados antes de definir o futuro da medida que proíbe as bets no país.

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