Fluminense e Palmeiras entram em campo nesta quarta-feira (14), no Maracanã, para disputar o jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores. Além da vaga na decisão do torneio sul-americano, o confronto ganha peso pelo impacto financeiro positivo que a classificação representa para os cofres de ambas as equipes.
A vaga na final assegura ao vencedor da eliminatória uma premiação de 7 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 35 milhões. Já a conquista do título continental rende aos cofres do campeão a quantia de 25 milhões de dólares, cerca de R$ 125 milhões.
No planejamento para 2026, os dois clubes tinham como meta inicial alcançar, no mínimo, as quartas de final da competição. O objetivo foi superado na fase anterior: o Fluminense eliminou o Platense, enquanto o Palmeiras avançou após superar a LDU.
O duelo ocorre em um momento em que os clubes buscam novas receitas para equilibrar as contas após o fim dos contratos de patrocínio com casas de apostas, determinado por novas medidas do governo brasileiro. A interrupção repentina gerou desafios de planejamento para as diretorias.
No Palmeiras, a presidente Leila Pereira relatou que o clube já havia recebido o valor fixo de R$ 100 milhões previsto no acordo com a Sportingbet, montante que poderia alcançar R$ 170 milhões com o cumprimento de metas. A parceria foi mantida em vigência, e a gestão optou por não estampar outra marca na parte frontal da camisa até o final da temporada, aguardando novos desdobramentos governamentais.
Do lado carioca, o presidente Mattheus Montenegro apontou a falta de previsibilidade como o principal obstáculo imposto pelas novas regras da Medida Provisória. Para contornar a situação, o Fluminense passou a exibir a marca Superscore — empresa vinculada ao grupo Superbet — na área nobre da camisa. O vínculo, renovado em março, estende-se até o final de 2029 com repasses fixos de R$ 53 milhões anuais, além de R$ 33 milhões em bônus por metas.


