O Flamengo divulgou uma manifestação oficial nesta sexta-feira (9) para expressar profunda insatisfação com a condução da arbitragem no empate por 2 a 2 contra o Santos, disputado na noite da última quinta-feira (8), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.
No comunicado, a diretoria rubro-negra direciona críticas severas ao árbitro principal Anderson Daronco e ao responsável pelo VAR, Rodolpho Toski Marques. Segundo o clube carioca, a condução da partida foi determinante para o desfecho do placar e evidenciou falhas graves de critério.
A nota detalha diversos momentos do confronto. Logo no primeiro tempo, o Flamengo aponta uma entrada violenta de Barreal sobre Carrascal, atingindo a parte posterior da perna com as travas da alta intensidade. O lance foi punido apenas com cartão amarelo por Daronco, sem recomendação de revisão pelo VAR.
Na etapa complementar, a reclamação se intensificou em um lance que resultou em pênalti e expulsão após toque de braço de Jorginho. Além da penalidade e do cartão vermelho, a paralisação durou 9 minutos e 56 segundos, marca apontada como recorde de interrupção com uso do VAR na história do torneio nacional. Mais adiante, o clube contestou a origem de outro pênalti marcado para o Santos, cometido por Luiz Araújo, alegando que a falta anterior não existiu.
O clube também utilizou números do campeonato para sustentar sua tese de distorção disciplinar. De acordo com a publicação, em 29 partidas, o time acumula sete cartões vermelhos — sendo o segundo colocado nesse quesito na competição —, apesar de ocupar a 17ª posição no ranking de faltas cometidas e liderar a média de tempo de bola rolando.
Por fim, a instituição destacou que não busca privilégios, mas exige rigor, coerência e imparcialidade no cumprimento das regras, ressaltando que erros recorrentes comprometem a equidade da disputa e a imagem do futebol nacional.


