O Estudiantes está de volta a uma final de Copa Libertadores. Depois de dois empates por 0 a 0 com o Flamengo, o clube argentino venceu por 3 a 2 nos pênaltis, no Maracanã, na quinta-feira (22), e garantiu vaga na decisão contra o Palmeiras, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
A decisão terá um ingrediente histórico: Estudiantes e Palmeiras reeditarão o confronto decisivo de 1968, quando os argentinos conquistaram seu primeiro título continental justamente no Centenário. Será a primeira decisão do clube de La Plata desde 2009, quando venceu o Cruzeiro e conquistou sua quarta Libertadores.
O presidente do Estudiantes é Juan Sebastián Verón, ex-meio-campista, que marcou época no futebol argentino e foi um dos destaques da equipe campeã da Libertadores de 2009, diante do Cruzeiro. Ele assumiu a presidência do clube em 2014, após encerrar a carreira como jogador.
Durante sua gestão, o Estudiantes buscou reorganizar as finanças e avançou em projetos de infraestrutura, incluindo a reforma do Estádio UNO Jorge Luis Hirschi. Verón deixou o cargo em 2021 e voltou à presidência em 2024, mantendo protagonismo no debate sobre a entrada de investimentos privados no futebol argentino.
O ex-jogador, já como dirigente do clube argentino, foi campeão da Copa Argentina, em 2023, da Copa da Liga, do troféu dos Campeões, em 2024, e do Clausura e do do troféu dos Campeões, em 2025. Agora, o clube volta a disputar a principal decisão continental depois de 17 anos.
Em novembro de 2024, o Estudiantes anunciou um pré-acordo com o investidor norte-americano Foster Gillett, que previa um aporte inicial de US$ 150 milhões. A proposta contemplava investimentos no estádio UNO Jorge Luis Hirschi, no centro de treinamento, nas categorias de base e no elenco profissional.
O acordo foi apresentado como uma possibilidade de ampliar a capacidade de investimento do clube, mas é importante diferenciar o valor previsto no pré-contrato de recursos efetivamente recebidos. O modelo também se insere no debate argentino sobre a participação de investidores privados na gestão dos clubes.


