A recente derrota da Seleção Mexicana por 3 a 0 para os Estados Unidos colocou em xeque o trabalho do técnico Rafael Márquez. Com o projeto voltado para a Copa do Mundo de 2030 ameaçado, nomes começam a ser cotados para uma eventual sucessão, destacando-se o de Gabriel Milito, ex-treinador do Atlético e atual comandante do Chivas.
Gabriel Milito acumula números positivos no comando do Chivas durante o Apertura 2026, contabilizando cinco vitórias, três empates e duas derrotas. O argentino treina atletas frequentemente monitorados pela seleção, a exemplo de Raúl Rangel, Luis Romo, Roberto Alvarado, Santiago Sandoval e Hugo Camberos.
Outro profissional citado nas discussões é André Jardine, vitorioso à frente do América com seis troféus conquistados, incluindo o tricampeonato da Liga MX. Atualmente, o brasileiro comanda o Shabab Al-Ahli, o que demandaria negociações para uma possível liberação.
A imprensa do país, contudo, aponta que nem Milito nem Jardine receberam abordagens oficiais por parte da Federação Mexicana de Futebol até o momento.
Rafael Márquez desfruta de respaldo institucional neste início de ciclo visando o Mundial de 2030. Nos três primeiros amistosos sob sua direção, a equipe empatou com Colômbia e Peru, ambas as partidas por 1 a 1, e foi superada pelos Estados Unidos.
O primeiro teste oficial e eliminatório para Márquez ocorrerá em novembro, pelas quartas de final da Concacaf Nations League. O duelo de volta está agendado para o dia 17 de novembro, em Monterrey. Caso o México avance, a tendência é que a pressão sobre o treinador diminua; em caso de eliminação, as especulações envolvendo substitutos como Milito devem ganhar força.
Contratado para suceder Luiz Felipe Scolari, Gabriel Milito assumiu o Atlético na reta final do Campeonato Mineiro. Sua estreia ocorreu no primeiro jogo da final contra o Cruzeiro, culminando no título estadual conquistado na terceira partida à frente da equipe, após uma vitória de virada por 3 a 1 sobre o rival.
O início da gestão foi marcado por uma série invicta de 12 partidas, somando oito triunfos e quatro empates. No entanto, problemas com desfalques nos meses de junho e julho impactaram o rendimento do time.
Apesar da oscilação, o Atlético alcançou as finais da Copa do Brasil e da Copa Libertadores sob o comando do argentino. O encerramento do trabalho, contudo, foi precedido por uma sequência de 12 jogos sem vitórias, com oito reveses e quatro igualdades, incluindo os resultados negativos nas decisões contra Flamengo e Botafogo.
Gabriel Milito encerrou sua trajetória no clube mineiro com 62 partidas disputadas, registrando 23 vitórias, 20 empates e 19 derrotas, o que representou um aproveitamento de 47,8%. O time anotou 85 gols e sofreu 77 sob sua tutela.


