O ex-técnico do Atlético Jorge Sampaoli rompeu a relação pessoal e profissional com Sebastián Beccacece, seu antigo auxiliar e parceiro de trabalho por 13 anos. Em entrevista ao jornal argentino Olé, o atual treinador revelou detalhes do afastamento e afirmou que, apesar do carinho que ainda sente pelo compatriota, a proximidade entre os dois não será mais a mesma.
Beccacece contou que o primeiro desentendimento aconteceu quando decidiu deixar a comissão técnica de Sampaoli para iniciar sua trajetória como treinador principal. Na época, assumiu a Universidad de Chile e, posteriormente, o Defensa y Justicia. Segundo ele, Sampaoli não recebeu bem a decisão. “Quando fui para a La U, ele ficou bravo. Quando disse que começaria sozinho, não gostou”, relatou.
Os dois voltaram a trabalhar juntos em 2017, quando Sampaoli assumiu a Seleção Argentina e convidou Beccacece para integrar sua comissão técnica. O auxiliar admitiu que não tinha vontade de retomar a parceria, mas aceitou o convite por lealdade ao antigo companheiro. A trajetória conjunta na seleção terminou após a eliminação para a França, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018.
O argentino também revelou que recusou, em 2007, um convite de Marcelo Bielsa para trabalhar na comissão técnica da Seleção Chilena. Na ocasião, ele e Sampaoli enfrentavam dificuldades profissionais após deixarem o Sporting Cristal, do Peru. Beccacece afirmou que não considerou correto abandonar o parceiro naquele momento, por gratidão à oportunidade que havia recebido no início da carreira.
Apesar do rompimento, Beccacece disse que aceitaria encontrar Sampaoli para tomar um café e destacou que mantém carinho pelos filhos do treinador. No entanto, deixou claro que a antiga relação não será reconstruída. “O vínculo de irmandade e proximidade não vai existir mais”, afirmou. Sampaoli comandou o Atlético em duas passagens, a mais recente em 2025.


