O goleiro Everson abriu o coração em entrevista recente ao Charla Podcast e relembrou a dolorosa derrota do Atlético na final da Copa Libertadores de 2024. Na ocasião, o Alvinegro mineiro acabou superado pelo Botafogo por 3 a 1, mesmo atuando com um jogador a mais desde o primeiro minuto de jogo, após a expulsão precoce de Gregore.
Durante a conversa, o atleta comentou sobre a estratégia adotada pela equipe e a decisão do técnico Gabriel Milito de manter a estrutura tática inicial mesmo após a vantagem numérica. Segundo o jogador, o clube carioca vivia um momento de grande confiança no Campeonato Brasileiro e exigia cautela, com o Galo planejando atuar de maneira mais reativa com base no estudo do adversário.
O arqueiro ponderou que, embora o Botafogo tenha ficado com um atleta a menos logo no começo, situações de expulsão relâmpago são atípicas. Ele reconheceu que alterações posteriores surtiram efeito positivo na segunda etapa, mas ponderou que repensar a postura em campo poderia ter alterado o panorama da primeira metade do confronto, que terminou com um 2 a 0 desfavorável.
No segundo tempo, o Atlético conseguiu reagir, diminuindo a desvantagem com um gol de Vargas e criando novas oportunidades para empatar a partida. Contudo, o terceiro tento carioca selou o revés e frustrou o sonho continental do clube.
Ao recordar o clima pós-jogo, Everson não hesitou em classificar a data como a mais difícil de sua trajetória pessoal e profissional. O goleiro descreveu o ambiente interno como um velório, destacando o silêncio e a frustração compartilhada entre os companheiros de equipe diante da oportunidade desperdiçada de gravar seus nomes na história alvinegra.
Naquela mesma temporada, o clube ainda enfrentou o revés na decisão da Copa do Brasil para o Flamengo e garantiu a permanência na elite do Campeonato Brasileiro apenas na última rodada, com um triunfo por 1 a 0 sobre o Athletico-PR na Arena MRV.


