O departamento médico do Real Madrid voltou a enfrentar forte pressão interna no Santiago Bernabéu. Desta vez, o estafe do zagueiro Raúl Asencio manifestou profunda insatisfação com os protocolos adotados pelo clube após a confirmação de que o defensor precisará ser submetido a uma cirurgia na tíbia durante o andamento da temporada.
O problema físico do atleta teve início em janeiro, quando uma lesão na tíbia resultou em um calo ósseo com cicatrização inadequada. Inicialmente, a equipe de saúde merengue optou por uma abordagem minimamente invasiva, que falhou em resolver o problema. Mesmo enfrentando dores recorrentes e limitações físicas nas atividades diárias sob o comando do técnico José Mourinho, a diretoria médica vetou a operação no meio do ano, sugerindo apenas repouso durante o período de férias.
Após uma nova recaída registrada em agosto, o clube finalmente autorizou o procedimento cirúrgico em outubro — nove meses após o diagnóstico inicial —, afastando o jogador dos gramados por vários meses.
A situação envolvendo Asencio traz à tona discussões sobre problemas recorrentes nas instalações de Valdebebas. Nem mesmo as alterações recentes na administração da saúde e na preparação física, marcadas pelo retorno do Dr. Niko Mihic à supervisão médica e pela reestruturação conduzida por Antonio Pintus, conseguiram frear os erros de diagnóstico que geram desconforto entre os atletas.
O episódio atual amplia a lista de casos contestados internamente no clube. Entre as ocorrências recentes mais destacadas está a situação de Mbappé, cuja lesão inicial no joelho foi tratada como entorse simples antes de ser identificada como um problema no ligamento cruzado posterior, motivando o atacante francês a buscar atendimento em Paris. Outros atletas, a exemplo de Jude Bellingham, que permaneceu 49 dias fora de combate devido a um problema muscular, além de Eder Militão, Camavinga e Carreras, também passaram por divergências nos prazos de recuperação estabelecidos pelo clube.


