Líderes do futebol europeu demonstram crescente confiança na possibilidade de apresentar um candidato de oposição a Gianni Infantino na próxima eleição para a presidência da Fifa, marcada para março. Embora nenhum nome tenha sido oficialmente confirmado até o momento, figuras conhecidas do esporte começaram a ser cotadas nos bastidores.
Entre os potenciais concorrentes ventilados recentemente estão o ex-jogador português Luís Figo, o ex-técnico do Arsenal Arsene Wenger e a atual presidente do Lyon, Michele Kang. As especulações em torno de Figo e Wenger ganharam força na imprensa especializada da Europa, em especial na Inglaterra.
A imprensa britânica destacou o nome de Arsene Wenger. A rede BBC Sport relatou que uma fonte classificou o ex-treinador como um candidato ideal, ressaltando contudo o seu perfil independente. O jornal Telegraph também apontou o profissional para o pleito. Vale ressaltar que Wenger atua desde 2019 como diretor de Desenvolvimento Global de Futebol da Fifa, sendo, portanto, subordinado a Infantino.
Por sua vez, Luís Figo destacou-se anteriormente por críticas contundentes aos planos de Gianni Infantino. O jornal The Guardian avaliou a viabilidade de sua candidatura, ao mesmo tempo em que apontou o ex-atleta — atualmente conselheiro da Uefa — como um potencial sucessor de Aleksander Ceferin no comando da entidade europeia, cujo novo presidente assumirá o cargo a partir de 2031.
Atualmente, Gianni Infantino permanece como o único candidato lançado oficialmente à presidência da entidade máxima do futebol. As eleições estão programadas para março, mas o prazo limite para a inscrição de chapas encerra-se no próximo mês.
A gestão de Infantino enfrentou resistência de peso no primeiro semestre após a proposta de comercialização de parte dos direitos da Copa do Mundo. A iniciativa gerou forte oposição por parte da Uefa, da Concacaf e da maioria da confederação asiática, blocos que articulam agora a candidatura alternativa.
Em contrapartida, o atual presidente garantiu recentemente o respaldo unânime da confederação africana, que detém mais da metade dos votos necessários para assegurar sua reeleição. A Conmebol também é apontada como aliada de Infantino, embora não tenha formalizado apoio público.


