Durante audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3/11), o Cruzeiro relatou perdas financeiras significativas decorrentes da proibição das apostas esportivas instituída por medida provisória do governo federal. Representado pelo advogado José Francisco Manssur, o clube mineiro afirmou que o montante arrecadado com o patrocínio de empresas do setor equivalia a quatro ou cinco folhas de pagamento de atletas e funcionários.
O clube foi o único representante de Minas Gerais a se manifestar na sessão convocada pelo ministro Luiz Fux. De acordo com a defesa da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) cruzeirense, a receita das apostas também exercia papel fundamental na sustentação do futebol feminino da instituição, que conquistou recentemente o título da Libertadores no último sábado (31/10).
Debate sobre saúde pública e regulação
Enquanto o governo federal defende o veto como instrumento para coibir o endividamento e os impactos negativos na saúde da população decorrentes do jogo, o representante do Cruzeiro ponderou que o caminho ideal seria o aprimoramento da fiscalização, alertando para o perigo de migração dos apostadores para plataformas clandestinas.
A audiência pública prossegue sem previsões de votação imediata, recolhendo os depoimentos de entidades esportivas, corporações e do Ministério da Saúde para que o ministro Luiz Fux possa avaliar os recursos judiciais contra a norma, que ainda precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional.


