Representantes de Cruzeiro e governo de Minas Gerais se reunirão nesta segunda-feira (24), para buscar um entendimento sobre a publicidade de empresas de apostas esportivas, as chamadas "bets", no Mineirão. O encontro visa tratar dos impactos do decreto estadual nº 49.279, que entrou em vigor na última quinta-feira (20), proibindo a veiculação de propagandas desse setor em espaços públicos sob gestão estadual.
A nova regulamentação cria um desafio logístico e comercial para o clube, uma vez que as competições das quais o Cruzeiro participa, como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, possuem contratos vigentes com casas de apostas. A situação gerou preocupação, inclusive sobre a possibilidade de o estádio deixar de ser utilizado pelo clube, diante das exigências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o tema.
Apesar da tensão inicial, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sinalizou que não haverá mudanças bruscas imediatas. Durante agenda política no último sábado, o mandatário assegurou que o Cruzeiro não será prejudicado pela decisão e que a administração estadual pretende estabelecer um período de transição para que as partes se adequem às normas, tema central da reunião.
Venda do estádio?
Além da questão das bets, o debate sobre a gestão do Mineirão também abrange o futuro da estrutura. Embora o governo mineiro não tenha planos de venda imediata do estádio, Simões reforçou que, embora a alienação não seja uma prioridade para o momento, o Poder Executivo não se opõe a abrir conversas caso surja uma proposta concreta por parte de interessados.
