O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, revelou, em entrevista ao jornal O TEMPO nesta quarta-feira (16/9), que o Estado pretende se desfazer do Mineirão.
Simões também criticou a Minas Arena, atual gestora do estádio e sinalizou disposição do governo estadual em repassar a administração do equipamento a outra empresa, incluindo o Cruzeiro como possível interessado.
"Eu gostaria de me ver livre da atual administração porque eu acho que eles são desleais com o governo de Minas Gerais e com o povo pela forma como se comportam. Seria muito bom se a gente tivesse a oportunidade de transferir a administração do estádio ou vender o estádio".
"Vender ou transferir, para mim, não faz muita diferença. Já me perguntaram se o Cruzeiro poderia comprar. A gente não pode escolher para quem vender. O meu time tem estádio, é o América. O Atlético também tem estádio. Então, me parece ser natural", declarou.
O contrato atual segue vigente até 2037, e seu encerramento antecipado dependeria do pagamento de uma indenização cujo valor ainda não foi divulgado. Já uma eventual nova concessão ou venda do estádio precisaria ser aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), além de passar obrigatoriamente por processo de leilão.
Sobre a PPP
Firmada em 2010, a Parceria Público-Privada entre o governo mineiro e a Minas Arena tem validade até 2037 e foi responsável por transferir à iniciativa privada tanto as obras de modernização quanto a operação do Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão. Na época, a reforma do estádio foi orçada em R$ 677 milhões.
De acordo com os termos contratuais, a concessionária ficou encarregada dos investimentos necessários para adequar o estádio à Copa do Mundo de 2014, além da manutenção e da gestão comercial do complexo. Em troca, o Estado paga mensalmente uma contraprestação pública referente à obra, concluída entre 2010 e 2013.
O modelo adotado permite que o equipamento se mantenha conservado e atualizado sem exigir gestão direta do poder público. Por outro lado, demanda fiscalização constante por parte do Estado, que já promoveu renegociações contratuais ao longo dos anos para ajustar valores de repasse e as condições de uso do estádio pelos clubes mineiros.


